A Sociedade Europeia de Cardiologia e o Colégio Americano de Cardiologia publicaram, em 2025, diretrizes específicas para a vacinação com vistas a reduzir o risco cardíaco, tanto para pessoas que já têm doenças do coração estabelecida, quanto para aquelas que têm maior risco de desenvolvê-las. Certas doenças infecciosas promovem uma reação inflamatória sistêmica (atingindo todo o corpo) podendo instabilizar placas de gordura nas paredes das artérias que até então se encontravam estáveis, daí provocando a formação de coágulos e bloqueando a passagem do sangue, podendo causar um infarto do miocárdio ou um acidente vascular cerebral.

Nessas recomendações foram identificadas cinco doenças infecciosas que aumentam o risco cardiovascular e que são preveníveis por vacina. São elas:

  1. Gripe ou influenza: vacinação anual.
  2. Pneumocócica: Recomendada para todos os adultos com doença cardíaca. Uma dose única de vacina pneumo 20.    Ou uma de pneumo 13 seguida de uma de pneumo 23, dependendo da história de vacinação prévia, num intervalo, entre as duas, de 2 meses (naqueles com maior risco) a até 6 a 12 meses.
Imagem: Freepik

3. Covid -19: Recomendada para todos os adultos com doença cardíaca, na temporada 2025-2026. Esquemas futuros podem mudar. A Covid-19  doença é bem pior para o coração do que eventuais efeitos da Covid-19 vacina.

4. Vírus sincicial respiratório (VSR): Uma dose única para todos acima de 50 anos com doença cardíaca, ou idosos acima de 60 anos. Muitas “pneumonias” e “gripes fortes” na terceira idade, com necessidade de “ficar de cama” e por vezes internação hospitalar nada mais são do que VSR não diagnosticado.

5. Herpes zoster: Duas doses com intervalo entre elas de 2 a 6 meses, para todos com 50 anos ou mais. A doença aumenta o risco de AVC (acidente vascular cerebral) e ataques cardíacos (como infarto) na população geral, independente de existir ou não cardiopatia prévia. Se esta já existia, o risco é ainda maior.

Imagem: SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia)

Esse esquema de vacinação foi proposto por aquelas sociedades científicas europeia e americana, com base nas melhores evidências existentes, baseando-se na comparação da população vacinada versus os não vacinados.

Já está  comprovado então que a prevenção dessas 5 doenças infecciosas por vacinação reduz drasticamente a incidência de eventos cardíacos e AVCs, de internação hospitalar e da mortalidade cardíaca e da mortalidade geral.

Portanto: VACINAR É PRECISO!