Um grande estudo feito com 17 000 indivíduos verificou o quanto eles riam . Isto mesmo, riam. Foram divididos em 3 grupos: Os que riam bastante, os moderados e os que não riam nada. Durante 5 anos de acompanhamento se encontrou que aqueles que absolutamente não riam tinham o dobro de mortalidade total em relação aos muito risonhos. Já os moderados, como era de se esperar, ficaram no meio termo.
Porque isso acontece.¿
Uma meta-análise de 8 estudos mostrou que o nível de cortisol ( que é o hormônio do stress) se reduziu em 35% nas horas subseqüentes a uma exposição ao riso, como filmes, piadas e quetais. O mecanismo seria através de redução do estímulo do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal, sendo que o hipotálamo fica no cérebro e a adrenal é a glândula que produz o cortisol.
Também ocorrem efeitos benéficos nos níveis de dopamina e serotonina, o que pode melhorar ansiedade e depressão. Há ainda uma melhora na imunidade (cortisol elevado sabidamente reduz a imunidade) e na função do endotélio vascular, pela redução do tônus adrenérgico.
Sem falar no óbvio, que é o de melhorar as conexões sociais, aglutinando pessoas. Todo mundo vai querer chegar mais perto e saber o motivo do riso. Mais conexões sociais significam mais saúde.
Mais uma vez ficou comprovado o velho adágio:
Rir (ainda) é o melhor remédio

