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A Importância Para a Saúde de Uma Boa Noite de Sono

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Desde 2010 a Associação Americana de Cardiologia tem um programa de preservação de saúde cardiovascular de 7 pontos (Life’s Simple Seven) que incluía cuidados com:

  1. Dieta saudável
  2. Atividade física regular
  3. Exposição à nicotina (incluindo fumantes ativos e passivos e cigarros eletrônicos)
  4. Sobrepeso e obesidade
  5. Gorduras do sangue (colesterol e triglicérides)
  6. Glicose no sangue (pré-diabete e diabete)
  7. Pressão alta

Estes tópicos foram mantidos anualmente até que neste ano de 2022, aquela instituição decidiu  incluir um oitavo item considerado em igualdade de importância com os anteriores: uma boa noite de sono.

E sugere dormir de 7 a 9 horas por dia para a maioria das pessoas adultas, sendo que crianças e adolescentes precisam de mais:

de 2 a 5 anos de idade : precisam de 10 a 16 horas de sono em cada 24 horas;

de 6 a 12 anos: de 9 a 12 horas de sono;

e de 13 a 18 anos: de 8 a 10 horas por dia.  

O nome do programa foi então mudado para Life’s Essential 8.

Fonte: The American Heart Association’s Life’s Essential 8™ 
Life’s essential 8: updating and enhancing the American Heart Association’s construct of cardiovascular health: a presidential advisory from the American Heart Association. Circulation. 2022

A duração do sono passa então a ser considerada como um componente essencial para uma boa saúde do coração e cérebro. Como se vê na imagem, em igualdade de importância com os outros fatores de risco anteriormente defendidos para uma boa saúde . E qual o motivo dessa mudança? Porque está cada vez mais claro que o sono inadequado afeta a saúde, incluindo aí a saúde cardio-metabólica. E que há uma forte conexão mente-coração, ou cérebro-coração.

Concluiu-se que o parâmetro  sono se adiciona aos sete anteriores já classicamente testados e mensurados, citados acima no programa original de 7 pontos.

Os benefícios de um sono adequado incluem:

  1. Reparação de células, tecidos e vasos sanguíneos
  2. Fortalecimento do sistema imunológico
  3. Maior criatividade e produtividade
  4. Melhor humor e energia
  5. Melhor saúde cerebral, incluindo estado de alerta, tomada de decisão, foco, aprendizado, memória, e capacidade de argumentação e solução de problemas
  6. Crescimento e desenvolvimento saudável para crianças e adolescentes
  7. Melhor habilidade muscular
  8. Reflexos mais rápidos
  9. Menor risco de doenças crônicas

Sono inadequado pode aumentar o risco de:

1. Doença de Alzheimer

2. Doença cardiovascular

3. Declínio cognitivo e demência

4. Depressão

5. Diabete

6. Pressão alta

7. Colesterol alto

8. Infecções

9. Obesidade

Sono inadequado pode provocar :

1. Acidentes

2. Problemas respiratórios

3. Desbalanço hormonal

4. Problemas de memória e cognição

5. Aumento do apetite e alimentação não saudável

6. Inflamação

7. Stress

8. Ganho de peso

A conclusão ? : algumas pessoas acham que dormir é perder tempo. Pois agora ficou claro que dormir é ganhar saúde! Um bom sono pra todos!

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Pacientes cardiológicos e a atividade sexual

Veja o vídeo no YouTube: https://youtu.be/XhZUgOu7Dd0

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A atividade sexual é um esforço considerado moderado. Além do esforço físico, o estímulo proveniente da excitação sexual aumenta a frequência cardíaca. Estudos mostraram que o exercício nesses casos é o mesmo do que subir dois lances de escada. A aptidão para caminhar 2 a 2,5 km em meia hora é perfeitamente compatível com a atividade sexual habitual. Os batimentos cardíacos elevam-se para 115 a 120 por minuto. Perfeitamente realizável, portanto, pela maioria dos cardíacos, desde que não estejam em fase de instabilidade ou não tenham tido um ataque cardíaco recente, quando então deverão passar necessariamente por uma reavaliação médica. Já os toques, abraços e carícias são maneiras de expressar amor e intimidade que aumentam muito pouco o trabalho do coração.

  É importante procurar posições mais confortáveis como ficar de lado (apoiando-se em travesseiros) ou com o parceiro que é cardíaco ficando por baixo. Ficar por cima implica em apoiar o peso do corpo nos braços ou ombros e com isso mais esforço físico (esforço isométrico, inadequado para cardíacos).

  Pessoas com problemas de coração devem evitar relações sexuais logo após uma refeição substancial (aguardar de 1 a 3 horas, dependendo da refeição), ou logo após tomar mais do que uma ou duas doses de bebida alcoólica.

  Devem também evitar manter relações em situações e lugares em que não estejam emocionalmente preparados e tranqüilos, e evitar ambientes excessivamente quentes ou frios. A resposta cardiovascular à atividade sexual depende da soma dos fatores psíquicos e físicos em jogo. A ansiedade decorrente de uma relação extraconjugal pode ser especialmente problemática.

  Se estiver cansado por qualquer motivo, repousar primeiro até se sentir bem, “desligando-se” do ritmo e das preocupações do dia, antes de iniciar o ato sexual. Se ocorrer dor no peito, respiração excessivamente ofegante ou palpitações exageradas durante o ato, deve-se parar e repousar e, se for o caso (se continuar não se sentindo bem), não ter vergonha em propor francamente ao parceiro que adie para outra oportunidade. Se necessário (principalmente se os sintomas permanecerem por mais que 10 a 15 minutos), comunicar-se com o médico. Após um evento cardíaco maior (infartos, cirurgia cardíaca, etc.) o médico libera o paciente, na maioria das vezes, para manter relações sexuais entre quatro a seis semanas após o evento.

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Casos com boa evolução podem ser liberados tão logo se sintam aptos e dispostos, usando-se para isto o teste ergométrico, que é um bom método para se prever a   tolerância a uma relação sexual em pacientes cardíacos.

 A pessoa que está se recuperando de um ataque cardíaco pode se sentir no início insegura, incapaz, deprimida e ansiosa, necessitando de grande entrosamento com o parceiro.       Casais que mantinham um relacionamento sexual estável terão maior facilidade na retomada desse tipo de atividade. Já os casais que tinham conflitos e situações de tensão ao manterem relações, terão esse reinício de forma mais complexa.

  O ato sexual é uma situação de certo modo ansiogênica (geradora de tensões e expectativas), e conversas preliminares e carícias contribuirão para reduzir a ansiedade.

    Se homens cardíacos usarem medicação para disfunção erétil, discutir os detalhes de uso com o médico, em especial sua interação com  álcool e outros medicamentos.

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Ter um pet faz bem pra saúde?

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Veja o vídeo no YouTube: https://youtu.be/GvyycS5xLXU

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Ter em casa e cuidar diariamente de um pet pode diminuir o declínio cognitivo nos idosos  acima de 65 anos, num estudo que durou 6 anos.  Cognição é a capacidade de aprendizado e memória.

Já se sabia dos benefícios de ter e cuidar de um cão sobre  a saúde geral  e também da saúde cardiológica como melhora  da hipertensão arterial e do colesterol alto, provavelmente decorrentes de maior atividade como levar para caminhar.

Mas dessa vez se demonstrou também um benefício neurológico. Houve uma menor redução da perda cognitiva ao longo dos anos naqueles que cuidavam de um cão ou gato, neste grande estudo patrocinado pelo Instituto Nacional de Saúde americano.

Então, além de uma  uma melhora na saúde geral, pela primeira vez se detectou um ritmo menor de redução da perda de memória e capacidade de aprender coisas novas que pode ocorrer com a idade.

O nexo causal não é muito claro, mas alguns fatores são óbvios e os mesmos: maior movimentação física em casa e uma motivação extra em sair para uma caminhada. E no caminho interação com outros pets e socialização com seus donos. Com isso haveria alívio da solidão e depressão, que são fatores de risco para piora cognitiva. Um vínculo de afeto, no caso dos gatos, também melhoraria a solidão e a depressão

Já se observou também uma redução do nível de cortisol (que é o hormônio do stress) e também melhora do humor. Um pet exige um senso de disciplina e se acostuma com os horários, inclusive as horas de sair de casa; e ele mesmo chama e motiva o dono.

Apesar de gerar um trabalho extra, pode trazer alegria extra. Para idosos frágeis e acamados, uma companhia permanente.

Esses achados foram comprovados por um estudo científico rigoroso e bem controlado; no entanto o benefício (ou não) de ter um pet  pode variar muito em cada caso, mas fica a sugestão de se tentar, principalmente na situação de idosos solitários.

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Azeite de oliva faz bem mesmo?

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Veja o vídeo no YouTube:https://www.youtube.com/watch?v=Cgic0bv25lw

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O azeite de oliva é parte importante da dieta mediterrânea, que é sinônimo de alimentação saudável. Volta e meia aparecem estudos pra determinar se o azeite está com essa bola toda mesmo. E ao que tudo indica ele tem resistido à prova do tempo. Textos e escritos antigos de milhares de anos já mencionam o azeite não só como alimento mas para várias outras utilidades, como iluminação, unção em cerimônias e rituais religiosos e como remédio, pra se passar em feridas. Longevidade é com as oliveiras. No Líbano tem uma que se acredita que tenha seis mil anos, ainda produzindo!

Um grande estudo recente tenta mais uma vez abordar os benefícios do azeite de oliva pra saúde E  esse estudo foi grande mesmo: 90 000 participantes nos Estados Unidos (onde o consumo desse azeite é baixo, comparado aos países mediterrâneos) acompanhados durante 28 anos! Eram profissionais de saúde (mais fáceis de serem acompanhados a longo prazo) com idade média de 56 anos. Ora, como entraram com média de 56 e daí em diante foram acompanhados  por 28 anos, era de se esperar que muitos iriam morrer naturalmente, devido à faixa etária dos que entraram no estudo e à duração dele. ( 56 + 28 = 84 anos) (mais de 36 000 morreram).

Foram comparados 2 grupos: um que não consumia azeite de oliva, e outro que consumia por dia pelo menos  meia colher das de sopa, ou  7 gramas de azeite.

A turma do azeite teve 19% menos risco de mortalidade total, e também os mesmos 19% de redução de mortalidade cardiovascular, mortalidade por câncer e doenças respiratórias crônicas  e incríveis 29% menos risco de morrer de doenças neurodegenerativas (Alzheimer, Parkinson e esclerose múltipla).

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Neste estudo o azeite era usado tanto na mesa (saladas, puro com pão) como na cozinha (assar, fritar, sauté). Todos os tipos foram usados, não só o extra virgem. A diferença mais gritante era entre aqueles que consumiam o azeite no lugar de manteiga, margarina e outros produtos lácteos, como requeijão. Não era tão evidente quando era usado no lugar do azeite de oliva outros óleos, como milho soja e canola.

Do ponto de vista de saúde pública, o que chama mais atenção é que apesar de ter sido estudado como um óleo cardiologicamente correto, o efeito maior foi nas doenças neurodegenerativas (Alzheimer, Parkinson e esclerose múltipla).  O que abre espaço para novas pesquisas com foco específico nestas patologias, tão importantes quanto as cardíacas, principalmente se considerarmos a atual falta de medidas preventivas nesse grupo de doenças.

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Solidão

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Veja o vídeo no YouTube: https://youtu.be/FqcU3sUFB5k

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Um importante estudo publicado recentemente indicou que a solidão está associada a um maior risco de demência em idosos. Num prazo de 10 anos de observação (média de idade de 73 anos) o risco de desenvolver demência, ou declínio cognitivo (cognição é a capacidade de memória e aprendizado) foi 50% maior naquelas pessoas que relatavam sofrer de solidão. Como é um sentimento muito pessoal, para que o estudo fosse válido coube às próprias pessoas participantes se auto-definirem  como solitários, tendo como critério mínimo que  essa sensação teria que ser desconfortável e teria que ocorrer pelo menos 3 dias por semana.

Além disso, pode afetar também a saúde geral, como mostrou um outro estudo desta vez envolvendo 60 000  mulheres idosas entre 65 e 99 anos, e que mostrou que aquelas que sofriam com solidão e isolamento social tinham risco 27% maior de desenvolver doença cardiovascular severa. 

Um posicionamento recente da Associação Americana de Cardiologia confirma o maior risco de infartos e derrames, e alerta que atividades de grupo, mesmo ginásticas e fisioterapias, podem ajudar os solitários além do exercício em si, por permitir uma maior socialização. Da mesma forma filiação a uma religião organizada e trabalhos voluntários na comunidade. O risco de isolamento social, que é um estressor, aumenta naturalmente com o envelhecimento, devido a fatores como saída de casa dos filhos, morte do cônjuge e aposentadoria.

Por outro lado, é preciso enfatizar que existem aqueles “ lobos solitários” que preferem estar sós. Mas estes obviamente apesar de solitários não se sentem desconfortáveis com a situação, ou seja não  sofrem com o sentimento  de solidão, já que terá sido uma opção pessoal. Em princípio não se sentiriam infelizes.

Solidão poderia ser definida como um sentimento negativo,  psiquicamente desconfortável, que surge da discrepância entre o desejo genuíno que se tem de estender os  contatos sociais e a realidade. Pessoas idosas e de saúde frágil, com dificuldade de sair de casa são especialmente vulneráveis, em especial na era do Covid-19. Daí acaba se formando um ciclo vicioso, pois depressão pode gerar mais doença e mais depressão. Ou seja, a solidão pode gerar depressão, e o contrário também se verifica.

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Nem sempre é preciso interagir com outra pessoa todos os dias e em todos os momentos. Às vezes um contato eventual, nem sempre diário, mas uma interação com qualidade e real interesse é suficiente

Aqui temos que citar Antoine  de Saint-Exupéry, nas palavras do seu personagem O Pequeno Príncipe: “Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra. Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas não vai só nem nos deixa só. Leva um pouco de nós mesmos, e deixa um pouco de si mesmo.” 

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Manobras salvadoras de vidas

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Veja o Video no YouTube: https://youtu.be/lTohKDP3hz0

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Vamos comentar sobre duas manobras simples que podem ser feitas por leigos e que fazem toda uma diferença numa situação inesperada e grave.

  Engasgo: Você está no ambiente de um restaurante tranquilo, jantando, e de repente uma pessoa na mesa ao lado se engasga. Ela se levanta, leva as mãos à garganta e aparenta não estar conseguindo respirar. Vai ficando aflita e cianótica (com os lábios roxos). Nestes casos algum alimento mais “massudo” , em geral carne ou pão, ao invés de descer pelo caminho natural que é o esôfago e daí pro estômago, desce pelas vias respiratórias, e fica “engastalhado” na laringe, que por sua vez reage e se contrai pra não deixar a coisa passar por aquele caminho errado. Por aqui não! Então fica preso ali!

A reação normal é darmos uns tapas nas costas, mas que podem não ser suficientes. Então teremos que fazer a manobra de Heimlich, que simula uma  tosse forte.

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Estando de pé, vamos por trás da pessoa “abraçando-a” na altura da “boca do estômago” , com as mãos juntas e fazemos movimentos bruscos e rápidos, contraindo os braços  (isso mesmo, um abraço de tamanduá, nesta hora tem que ser) com a maior força possível, para tentar expulsar a “rolha” de comida. Veja nos links abaixo, na descrição, vídeos bastante ilustrativos: em um deles  um socorrista do SAMU explicando e em  outro uma gravação real feita por uma câmera de segurança  com o fato acontecendo “ao vivo e em cores”. Neste último foi um adolescente que salvou um amigo. Portanto, todos devemos saber essa manobra! Obtendo êxito, a própria pessoa cospe a “rolha”, ou então ela ou alguém a tira da boca com a mão mesmo, passando os dedos lá dentro.

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Em crianças pequenas. o engasgo pode ser com alimento , secreções ou até mesmo um objeto. Segura-se a criança com uma das mãos, de “barriga pra baixo” e inclinando o corpinho ligeiramente pra baixo. E com a outra mão dá-se tapinhas nas costas, conforme o vídeo no link abaixo.

Se por acaso não obtivermos êxito e a pessoa acabar desmaiando, temos que deitá-la com cuidado no chão e se não estiver respirando iniciar RCP (ressuscitação cardiopulmonar) que veremos a seguir .

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  Ressuscitação cardio-respiratória (RCP): Aqui um bom exemplo é  ambiente  de uma quadra esportiva, em que algum “atleta” cai subitamente ao chão, e fica lá caído, imóvel ou exibindo movimentos descoordenados como se fosse uma convulsão. Neste cenário, duas pessoas são suficientes, evitar aglomeração ao redor. Verifique se a vítima está inconsciente. Se estiver respirando, apenas folgue suas roupas próximas ao pescoço e  chame por socorro médico. Se não estiver respirando, além de chamar por socorro (alguém liga pro SAMU) inicie imediatamente as manobras de RCP.

No caso da pessoa leiga, sem maiores recursos por perto, o que se tem  a fazer é iniciar  as compressões torácicas (ou massagem cardíaca) , que simulam os batimentos do coração, sem se preocupar com assistência respiratória associada, basta manter as vias aéreas desimpedidas. Ajoelha-se do lado direito da pessoa caída e com as duas mãos abertas, uma por cima da outra, dedos entrelaçados, colocadas na posição de “centro-esquerda” em cima do esterno e do coração, os braços retos, comprime-se o tórax afundando por 5 centímetros de cada vez, a uma frequência de 100 vezes por minuto. Se cansar alterne com a outra pessoa.

Mas peraí! Numa hora dessas como vou contar 100 vezes por minuto? Uma boa dica é o ritmo da música “Staying alive” dos Bee Gees (O nome tem tudo a ver com o momento) Dá exatamente 100 por minuto. Veja no link abaixo a música, pra relembrar e guardar!  Então é mentalizar a música e mãos `a obra, literalmente.

Veja também outro  link abaixo sobre RCP, muito bem feito por bombeiros socorristas; fizeram até um sambinha!

Enquanto faz as compressões obviamente todo mundo já avisou que ali tem uma pessoa sendo submetida a RCP e já chamou o SAMU!

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Mas o  SAMU pode demorar muitos minutos . Então, o que pode ser feito? Bem, se estiver disponível o DEA (desfibrilador externo automático), esse é o próximo passo após iniciada a RCP. Dependendo da legislação de cada município, este aparelho deve estar disponível em clubes e outros locais semelhantes onde se pratica esportes competitivos, e também em locais com grande fluxo de pessoas. É ele que tem que ser usado logo que possível após iniciada a RCP e até o  SAMU chegar. Os locais que tem o DEA  costumam ter uma pessoa já previamente treinada para usá-lo. Mas não é difícil, em geral vem com ilustrações e é auto explicativo. Ele reconhece se está havendo uma arritmia cardíaca grave, e caso positivo ele mesmo dá o choque para tentar converter (normalizar) o distúrbio do ritmo. Neste momento desencoste da vítima senão você também vai levar um choque  Após o choque pode acontecer de os batimentos cardíacos retornarem. Mas na dúvida o melhor é continuar  fazendo a massagem cardíaca até a chegada  do SAMU.

Engasto em adultos: SAMU:  

https://www.youtube.com/watch?v=PyMq2iDMEkI

Engasgo: Acontecendo na vida real: https://www.youtube.com/watch?v=NWC5WWK7zI0

Engasgo estando sozinho: https://www.youtube.com/shorts/GXx3we2cB5g

Engasgo em crianças: https://www.youtube.com/watch?v=Myy5tCBGOxs

Engasgo em bebês: SAMU: https://www.youtube.com/watch?v=NRBK74-P6JU

Bombeiros ensinando RCP: https://www.youtube.com/watch?v=q3A7H-21MNg&list=WL&index=35&t=8s

Bee Gees “Staying Alive” : https://www.youtube.com/watch?v=fNFzfwLM72c

Instruções de uso do DEA (Desfibrilador Externo Automático):   https://www.youtube.com/watch?v=de4x_jEuBas

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Taquicardia e palpitações

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Veja o Vídeo no YouTube:https://youtu.be/9v0n9ZI2e_s

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Pode parecer mas não são a mesma coisa.

Até há alguns anos atrás, pra se saber quantas vezes  o nosso coração batia por minuto, só palpando o pulso e contando, ou às vezes medindo no aparelho de pressão eletrônico. Atualmente é cada vez mais fácil saber os batimentos cardíacos, com os oxímetros de dedo e os relógios tipo smartwatches.

Pois bem, com essa informação agora literalmente disponivel na ponta dos dedos, ou na palma da mão, muitos tem ficado preocupados com os números mostrados e o que significam, e às vezes até ligam para o seu médico apavorados.

Por definição, a faixa normal dos batimentos do coração com a pessoa estando em repouso é de um mínimo de 60 e no máximo 99 batimentos por minuto. Se em algum momento estiver em 100 ou mais, chamamos taquicardia. Simples assim. Independente de a pessoa estar ou não sentindo os batimentos.

Quando sentimos o coração batendo chamamos palpitações, independente de ele estar acelerado ou não. Isto porque em geral não sentimos o coração batendo o tempo todo (seria muito incômodo, não?)  Apesar de ele bater sim o tempo todo, desde antes de nascermos (na terceira semana de vida intra-útero já está dando seus primeiros batuques) até o último suspiro de vida. Alguns funcionam ininterruptamente por mais de um século! Que máquina maravilhosa é essa!

Ás vezes sentimos o coração batendo na vida normal (palpitações) em situações comuns no dia a dia como exercícios, emoções, paixões, sustos… Nessas situações geralmente ele está também acelerado, que é a taquicardia.

Quando temos a sensação de falhas nos batimentos do coração, chamamos de palpitação arrítmica. Aí sim vale a pena ir ao cardiologista e fazer um eletrocardiograma (ECG). Nesses casos é comum serem encontradas extrassístoles. Cada batimento normal é uma sístole. Batimentos extras são as extrassístoles, que às vezes podem ter como origem algum problema cardíaco (causas cardíacas) . Mas que na maioria dos casos a causa é algum estímulo externo ao coração (causas extracardíacas) como cigarro, café, bebidas alcoólicas, energéticos e mesmo a ansiedade com liberação de adrenalina em excesso. Se a origem for intrínseca ao coração a causa básica tem que ser diagnosticada e tratada. Se for extrínseca, o melhor a fazer é identificar e eliminar o estímulo ou gatilho, raramente havendo necessidade de medicamentos.

“Meu coração ‘tá pisado.

Metade bate no tempo, metade bate atrasado.”

da música Coração de Vidro, de Darci Rossi e Alexandre

Existe um outro tipo de arritmia que é a aceleração súbita dos batimentos para níveis muito altos (ex.: 170 por minuto em repouso). Nesse caso é melhor ir ao hospital imediatamente, pois certamente algo está errado e é arriscado ficar com o coração acelerado assim por muito tempo.

Especialmente importante entre as arritmias é a fibrilação atrial (FA), em que os átrios param de bater (o normal é se contraírem em sincronia com os ventrículos) e ficam apenas “tremelicando”. Ela tem sido cada vez mais frequente com o envelhecimento da população, pois um dos fatores que favorecem o seu surgimento é a idade avançada. Mas pode surgir em qualquer patologia cardíaca, e também por fatores externos ao coração como excessos alcoólicos. O tratamento está hoje bem estabelecido, desde que a FA seja identificada por um traçado eletrocardiográfico. Isso às vezes é um desafio, pois quando ela ocorre de forma intermitente ou apenas raramente nem sempre se consegue registrar. Mesmo o Holter que registra o ECG por 24 horas às vezes não consegue captá-la se ela ocorre uma vez por semana, ou por mês. Aí temos o recurso mais moderno de alguns smartwatches (ex.: iPhone 6 ou superior) que reconhecem a FA e registram o ECG na hora da arritmia. Esse registro poderá então ser enviado no mesmo momento ao seu médico .  

Uma vez confirmada FA, parte-se para o tratamento, que pode ser uma cardioversão ao ritmo normal imediata, até 48 horas, ou mais tardiamente (medicamentosa ou elétrica). Poderá ser necessário o uso de antiarrítmicos, às vezes anticoagulantes orais e eventualmente ablação dos focos cardíacos com um cateter de radiofrequência. Independente da terapia proposta, é importante segui-la à risca, pois a FA  não tratada  apresenta riscos como piora da função cardíaca e AVCs isquêmicos.

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Finalmente um comentário sobre a bradicardia, que por definição são batimentos cardíacos de 59 por minuto pra baixo. Não é necessariamente um problema. Algumas pessoas são bradicárdicas naturalmente, outras devido a alguns remédios como os beta bloqueadores. Também é um achado comum entre atletas, pois com o chamado “efeito treino” o coração fica mais eficiente em cada batida; então  precisa bater menos vezes por minuto para fazer circular a mesma quantidade de sangue. Às vezes vemos maratonistas com 40 por minuto!

Mas em outras situações pode realmente ser um problema, mas só o médico pode distinguir isso, após avaliação clínico/cardiológica. Um dos principais indicadores de que a bradicardia é uma situação normal ou não é definida pelo teste ergométrico. Se os batimentos estão baixos, mas se elevam normalmente com o esforço: OK. Se não se elevam ou sobem pouco: problema a ser investigado.

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Sintomas Cardiológicos pós Covid 19

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Veja o vídeo no YouTube: https://youtu.be/rZj8mA7G4Es

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Após uma infecção por Covid 19,  pode haver  aparecimento de sintomas como um cansaço generalizado, palpitações, taquicardia, dor no peito,  pressão alta que não existia antes ou piora de uma hipertensão que vinha sendo bem controlada com remédios, dispneia (falta de ar ou desconforto para respirar)  e dificuldade ao realizar um esforço que antes era fácil de fazer. Exemplo: subir a mesma escada em casa.

Esses sintomas podem surgir precocemente (ex: 2 semanas) a até meses após a infecção e nem sempre tem relação com a severidade do quadro inicial da Covid 19, podendo surgir mesmo após quadros leves a moderados. Caso aconteçam, é importante uma avaliação com um cardiologista. Na maioria das vezes, o curso dos sintomas é autolimitado e desaparece  após algum tempo  sem necessidade de tratamento específico, mas exige que a pessoa fique um pouco mais restrita em atividades que exijam esforço, nesse período de “convalescença” . Mas um ou outro caso pode exigir tratamento, pois pode ser necessária medicação para taquicardia e outras arritmias e até mesmo insuficiência cardíaca, e também o reajuste ou o início de remédios para pressão alta.

Sempre que ocorrem sintomas possivelmente cardiológicos pós Covid 19, há necessidade de uma avaliação mínima com um cardiologista, que incluirá além do exame clínico, um eletrocardiograma, um ecocardiograma e exames laboratoriais de marcadores de necrose do músculo cardíaco. Se algum estiver alterado, prossegue-se com a investigação, que pode incluir ressonância magnética cardíaca, Holter de 24 horas  e outros. Aí  obviamente tratamentos específicos estarão indicados caso a caso.

Mas pode acontecer que, apesar desses sintomas, nenhuma alteração cardíaca seja encontrada nos exames. Então foram propostas 2 categorias:

1. Pós Covid com doença cardiovascular, que como já exposto necessitará do tratamento direcionado para o que for encontrado: infarto, miocardite, insuficiência cardíaca, arritmias e bloqueios ao eletrocardiograma. Descobriu-se que o virus infecta diretamente as artérias do coração, as coronárias. Ele invade as placas de gordura das artérias, se aloja e se multiplica nas células gordurosas que compõe a placa. Aí provoca inflamação e a placa se rompe, levando aos eventos cardiovasculares já citados, como infartos e quetais.

2. Pós Covid com sintomas que sugerem ser de origem cardíaca (cansaço geral, falta de ar, intolerância aos esforço, palpitações) mas sem doença cardiovascular comprovada pelos exames complementares . Foi então  proposto para esses casos o nome de Síndrome pós Covid, ou Covid Longa. Pode ser necessário um período inicial de repouso total após a infecção, em geral de duas semanas, seguido de um reinício das atividades habituais bem lento e progressivo, para tentar retornar ao que se fazia antes, em termos de cuidados pessoais e trabalho. Mas muitos casos não conseguem se restabelecer completamente, e isso ainda é um desafio no tratamento da Covid longa. O que parece claro até agora é que não se deve forçar atividades físicas nessa fase, pois a sensação é de piora. Portanto, evitar exercícios físicos e mesmo qualquer esforço desnecessário, até que se sinta disposto, e quando reiniciar, fazê-lo espaçadamente e de forma gradual .

Não se sabe porque uma infecção viral aguda provocaria sintomas de fadiga crônica, mas especula-se que as citocinas produzidas na inflamação inicial possam de alguma forma afetar a longo prazo o funcionamento das mitocôndrias, que são as “usinas” de energia das células. Outras possibilidades seriam inflamação crônica ou um processo auto-imune. As mulheres costumam ser mais afetadas por esse quadro de fadiga prolongada.

Alguns podem ter hipotensão ortostática, que é a queda da pressão ao ficar de pé, devendo se manter bem hidratados e podendo ser necessária medicação apropriada. A tendência é melhorar com o tempo, mas às vezes é preciso um acompanhamento prolongado. Outra situação que tem sido observada na pós Covid longa é a síndrome POTS (sigla em inglês para síndrome da taquicardia ortostática postural) em que ocorre a elevação dos batimentos cardíacos ao ficar de pé SEM queda de pressão, mas também trazendo muito desconforto como palpitações, mal estar e fraqueza. Em todas essas situações citadas é útil fisioterapia específica que pode ser necessária durante meses.

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Uma observação pessoal que pude fazer como cardiologista, é que , por ter atendido todos os dias úteis desde o inicio da pandemia, pude observar uma mudança na gravidade desses sintomas. No início, nos primeiros meses, me eram encaminhados quadros muito graves, com grande limitação e complicações severas, como disfunção cardíaca grave, bloqueios ao eletrocardiograma e evidências de necrose miocárdica. 

Atualmente, os casos que me aparecem são muito mais numerosos, mas a maioria bem mais leves. Pode ser das características de  variantes menos agressivas do vírus que apesar de mais fácil de serem transmitidas, provocariam uma doença mais leve. Ou ( a meu ver o mais provável) consequência dos efeitos da vacinação, que faria com que o quadro da infecção e depois os sintomas cardiológicos fossem atenuados. Talvez ambas as explicações. Mas com certeza todos os casos leves que atendi tinham tomado duas ou três doses da vacina. O que reforça a ideia de que a imunização, se não impede a doença, faz com que ela se manifeste de forma mais branda na população geral.

Portanto, é importante você se manter plenamente vacinado. E caso tenha os sintomas relatados, procure um cardiologista.

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Atividade física e coração. Rebatendo as críticas. O homem, a lebre e a tartaruga.

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Veja o vídeo no YouTube https://youtu.be/Uo0WsEAyqTc

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Como defensor  da atividade física moderada e regular como parte de uma vida saudável, volta e meia tenho sido abordado por críticos opositores do exercício e favoráveis ao total sedentarismo com o seguinte argumento:

“ A tartaruga vive muito e não faz exercícios, a lebre tá sempre correndo e vive poucos anos” 

Ora, a informação genética que consta no DNA da tartaruga e da lebre não muda, nunca mudou. E cada uma tem a seguinte mensagem: viva deste ou daquele jeito. Este “estilo de vida” sempre foi o mesmo, e tem sido assim desde há milênios. Talvez uma necessidade  de sobrevivência em parte possa explicar ( por exemplo: a lebre tem que fugir do predador, a tartaruga? basta se encolher dentro do casco.)

Nenhum dos dois casos podem ser comparados ao homem, que apesar de também ter uma carga genética no DNA imutável também há milênios, teve seus hábitos radicalmente mudados na era moderna, há cerca de um século apenas. É claro que o homem não precisa correr como a lebre nem ser lerdo como a tartaruga, mas provavelmente está em algum ponto entre os dois. Ou seja algum grau de atividade física, ou trabalho braçal faz parte do seu “script” genético que determina qual o melhor estilo de vida, e este estilo foi radicalmente mudado de uns 100 anos pra cá, desde a invenção do automóvel e outras máquinas em geral. Ou seja, um estilo de vida de milênios mudou bruscamente em pouco tempo, e o DNA não mudou nada.

“ Com o suor do teu rosto comerás o teu pão”… lembram? (Gênesis 3:19). Desde aquela época e até a revolução industrial. Hoje não precisa mais puxar arado, mas um mínimo de exercício como uma caminhada de 30 a 60 minutos de 3 a 5 vezes por semana preenche essa lacuna, melhora muito a saúde como um todo, e é respaldada por todas as instituições  da área de cardiologia e medicina do esporte do mundo.

Na época de caçador/coletor, o ser humano tinha que, ou viver correndo atrás do almoço, ou fugir correndo das bestas feras para ele mesmo não se tornar  o almoço. 

Então, houve uma mudança radical nos hábitos de vida dos humanos, apesar do código genético permanecer com a mesma e milenar  mensagem: algum grau de atividade física faz parte da vida.

E não é só em humanos: já repararam alguns cães e gatos de apartamento, tão ou mais obesos que os donos? Estilo de vida sedentário, comendo ração  e mais um monte de guloseimas, etc e tal. A genética deles não foi programada pra isso.

Outro argumento dos anti-exercícios:

“Minha avó tem 90 anos e nunca foi numa academia”

Imagem: Freepik  (Premium) 

Perguntei: Ok, mas quando era jovem  havia máquina de lavar roupa? Não, era o tanque mesmo, bater e torcer na mão. Frango? Não era o congelado, tinham que ir pro quintal correr atrás do frango, depená-lo, etc. Sacolão não tinha. Era uma hortinha e um pomar cuidados, adubados com esterco e capinados com muito zelo. E ainda o jardim da frente da casa, com suas rosas, flores de cera, manacás, camélias e outras típicas de casas de avós, que regavam e até conversavam com elas. Sem falar que subia a ladeira toda manhã pra ir à missa, e ainda de quebra acompanhava as procissões. Ora, qual é a conclusão óbvia? A sua avó nunca precisou de academia; nós sim!

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Distúrbio do Pânico

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Veja o vídeo no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=jur3_eUxYfM

Canal: http://youtube.com/@clinidac

 

O distúrbio (ou transtorno, ou síndrome) do pânico será aqui citado, pois é uma condição muito comum, pode simular problemas cardíacos sérios e levar a exames caros e desnecessários, além de visitas frequentes a prontos-socorros.

“O coração fica “afrito”
Bate uma, a outra “fáia”…”
da música Cuitelinho, Folclore popular.

É constituído por crises súbitas de pânico ou pavor, que podem não ter causa aparente (até mesmo durante o sono), ou podem ser precipitadas por situações como estar em um supermercado lotado ou andar de elevador.

A pessoa acometida pode ter, subitamente, alguns ou todos os seguintes sintomas:

  • Palpitações, dores no peito, tontura, náusea;

  • Sufocamento ou dificuldade para respirar;

  • Respiração rápida e profunda (hiperventilação), que frequentemente inicia ou “dispara” as crises;

  • Formigamento nas mãos;

  • Ondas de calor ou calafrios;

  • Sensação de “estar fora” da realidade, ou “sonhando”;

  • Medo de morrer ou de ficar louco;

  • Sensação de morte ou destruição iminente.

O principal grupo acometido é o de adolescentes ou adultos jovens, e é comum

que tenham passado recentemente (ou que estejam passando) por situações estressantes.

O stress intenso ou freqüente torna certas pessoas “sensibilizadas”.

Então, suas “respostas de alarme”(que são os mecanismos físicos e mentais com que se reage a uma ameaça), passam a disparar aos mínimos estímulos, ou mesmo sem estímulo aparente (“alarme falso”).

As crises não duram mais que uns poucos minutos, que parecem uma eternidade para a pessoa acometida. Por mais terríveis que possam parecer, elas vão embora sem deixar sequelas, e sem qualquer ameaça à saúde, além de um tremendo mal estar.

Assim, mesmo com todo o desconforto  e sofrimento envolvidos, não há risco de vida. Mas o paciente pode ficar muito limitado, com medo de dirigir, fazer compras, ir ao trabalho, etc.

Imagem: Freepik  (Premium) 

O distúrbio do pânico não é “fruto da imaginação”, mas uma condição real,

com sensações psíquicas e físicas intensas, mas perfeitamente tratável.

Apesar da situação incômoda e alarmante, o tratamento é geralmente simples,

com medicamentos e às vezes psicoterapia. Pode haver depressão associada,

que necessitará abordagem específica.