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Medicamentos naturais seriam aqueles preparados à base de plantas e produtos naturais, e incluem chás, infusões e similares. Também chamados fitoterápicos. Mas a distinção e exata definição destes é bem ampla e por vezes bastante imprecisa.
Uma parte importante dos medicamentos homeopáticos, fitoterápicos e também alopáticos são retirados de plantas e outras fontes da natureza. Inclusive os digitálicos (como a digoxina), usados em cardiologia há mais de 200 anos e provenientes de uma delicada flor (digitalis ou dedaleira). Análogos do curare, que é um veneno paralisante colocado nas flechas pelos índios da Amazônia, são usados rotineiramente em anestesia geral. Modernos anti-hipertensivos tiveram suas pesquisas iniciais no Brasil, estudando-se o veneno das serpentes como a jararaca.
“O Senhor fez a terra produzir os medicamentos:
O homem sensato não os despreza”.
Eclesiástico 38:4
A flora brasileira, tão em moda em discussões atuais como a da biodiversidade, é um dos maiores “laboratórios” que existem. Acontece que pouco se sabe sobre a maioria das substâncias fabricadas pelas nossas plantas. Muitos dos preparados hoje comercializados ou simplesmente “feitos em casa”, provém de informações leigas, e não se sabe se realmente funcionam, como e por quê. Pesquisas tem obtido progresso na área, que promete muito, mas as possibilidades são quase infinitas e prometem muito. Mas no momento a maioria dos preparados derivados de plantas vão continuar no terreno do “talvez”, do método “tentativa-e-erro”.
Não se deve esquecer também que algumas destas substâncias derivadas da flora, exatamente porque têm efeitos, podem ter também efeitos colaterais.
No citado exemplo da digoxina, que é utilíssima quando usada adequadamente, podem ocorrer intoxicação e até mesmo a morte, se houver excesso.
Portanto, deve-se evitar o conceito de que tudo aquilo que é derivado das plantas “não faz mal”, independente da dose. Afinal, a cocaína, a heroína e mesmo o tabaco e o café, estão aí para provar que não é bem assim.